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Material Pedagógico

De acordo com João Batista Freire (1997), muitos  objetos que os adultos não utilizam mais, readquirem vida nas mãos da criança. Podemos constatar que isso é uma verdade. É comum vê-las tranformar um cabo de vassoura num cavalo, pedaços de madeira em um prédio ou castelo com torres, tecidos velhos em capas de heróis… A criatividade delas é admirável.
Mas  apesar de toda essa criatividade  ao dispor dos educadores,  observamos  que muitos professores de educação física, só fazem uso em suas aulas de materiais  adquiridos em lojas especializadas. Ignoram a possibilidade de adaptar materiais para o uso em aulas, pelos mais diversos motivos, privando as crianças de desenvolverem  a criatividade, e também de  vivenciarem  uma gama variada de movimentos , ampliando o seu repertório motor.
Simples pedaços de madeira, com formas, tamanhos , pesos e cores variadas, estimulam trabalhos de classificação, seriação e  quantidade. Copos plásticos servem para realizar jogos de construção, faz-de conta, e atividades de equilíbrio. Retalhos de tecidos podem fazer parte do brinquedo simbólico, que é fundamental para o desenvolvimento da criança. Enfim as possibilidades são diversas. O que nos leva a seguinte questão:
Se é possível, por meio da adaptação de objetos, ter a disposição  um material pedagógico rico e variado,  que  permitirá estimular o desenvolvimento de inúmeras capacidades da criança, por que não  adaptar?
Copos plásticos, tampinhas de garrafa, pneus velhos, retalhos de tecidos, cabos de vassoura, caixas de sapato, garrafas pet, e outros materiais, seriam  reaproveitados, deixando de ir para o lixo, ou  de ir parar nas ruas, entupindo esgotos. E teriam um uso muito nobre.
Basta um pouquinho de criatividade e  vontade de fazer a diferença! As crianças e o meio ambiente agradecem!
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Referência Bibliográfica
Freire, J. B. Educação de corpo inteiro: teoria e prática da
                         educação física. São Paulo, Scipione, 1997

1 comentários:

Isabel Ruiz,

Penso que as facilidades da atualidade estão embotando nossa criatividade. Lembro que na minha infância íamos mexer no barro para fazer trabalhos escolares (não comprávamos a argila pronta), reutilizávamos caixinhas, latas e outros objetos que seriam jogados.
Hoje a lista de compra que as escolas mandam para os pais são absurdas e podem, quase que inteiramente, ser substituída por recicláveis.
Parabéns pelo post
Beijos
Bel

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